O divã cabe no tribunal?
Articulações possíveis entre psicanálise e direito em processos judiciais de alienação parental
DOI:
https://doi.org/10.56073/bfp.v33i1.101Palavras-chave:
alienação parental, psicanálise, direito, subjetividade, escuta clínicaResumo
Este artigo propõe uma análise crítica das articulações possíveis – e dos impasses estruturais – entre o campo do direito e o da psicanálise em processos judiciais que envolvem alienação parental. Este texto questiona a expectativa de que o discurso clínico possa fornecer verdades objetivas para embasar decisões judiciais. Pretendo aqui explorar os limites éticos e técnicos da imposição de tratamentos psicológicos obrigatórios, a instrumentalização da escuta clínica como forma de validação judicial e os efeitos psíquicos da alienação parental, em especial no que tange à constituição subjetiva de crianças envolvidas.
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