Introdução histórica à noção de neutralidade benevolente
DOI:
https://doi.org/10.56073/bfp.v34i1.537Palavras-chave:
Neutralidade benevolente, história, transferência, Edmund Bergler, fenômenos linguísticosResumo
O termo “neutralidade” (em alemão, Neutralität) não foi utilizado por Sigmund Freud em nenhuma de suas obras – muito menos a expressão “neutralidade benevolente”¹. Isso não impediu que essa última expressão fosse incluída no vocabulário psicanalítico. Acompanhar o desenrolar dos fenômenos linguísticos envolvidos nesse processo (metáfora, catacrese, retroação), bem como suas consequências para um dos principais termos da metapsicologia freudiana é a proposta deste artigo para, então, debater o que ficou conhecido como neutralidade benevolente, propondo pensar de que maneira o estabelecimento e o uso dessa expressão são, no mínimo, problemáticos.
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