Implicações clínicas da gestação da analista
DOI:
https://doi.org/10.56073/bfp.v34i1.534Palavras-chave:
Analista grávida, organização mental defensiva patológica, refúgio psíquico, dupla analíticaResumo
Este trabalho é uma reflexão teórico-clínica que busca apresentar questões inerentes a uma clínica viva e real, investigando possíveis implicações no trabalho analítico com um paciente que faz uso de uma organização mental defensiva patológica, sendo acompanhado por uma analista que engravidou durante o processo. Por um lado, abriu-se uma janela no refúgio psíquico construído pelo paciente para poder olhar uma vida potente e criativa e, por outro, foi possível entrar em contato com angústias esquizoparanoides provocadas pelo medo do desamparo. Além disso, este trabalho traz luz ao mundo psíquico da analista grávida em processo de transformação, considerando o risco de desenvolver uma normopatia, criando um refúgio psíquico para se proteger. A partir disso, foi possível pensar na dupla analítica, nas trocas intrapsíquicas e no processo de tornar-se analista.
Downloads
Referências
BION, W. R. Aprender da experiência. Tradução de Ester Hadassa Sandler; revisão técnica de Paulo Cesar Sandler. São Paulo: Blucher, [1962] 2021.
BION, W. R. Notas sobre memória e desejo. ln: Melanie Klein Hoje. v.2. Rio de Janeiro: Imago, p. 30-34, [1967] 1990.
ETCHEGOYEN, A. The analyst’s pregnancy and its consequences on her work. In: International Journal of Psychoanalysis. London: The Institute of Psycho-Analysis, v. 74, n. 1, p. 141-149, 1993.
JOSEPH, B. Mudança psíquica e processo psicanalítico. In: Equilíbrio Psíquico e Mudança Psíquica: artigos selecionados de Betty Joseph. Organizado por Michael Feldman e Elizabeth Bott Spillius; coordenador da ed. brasileira Elias Mallet da Rocha Barros; tradução de Belinda Haber Mandelbaum. Rio de Janeiro: Imago, 1992.
KLEIN, M. Estágios iniciais do conflito edipiano. In: Amor, culpa e reparação. Rio de Janeiro: Imago, [1928] 1996.
KLEIN, M. Uma contribuição à psicogênese dos estados maníaco-depressivos. In: Amor, culpa e reparação. Rio de Janeiro: Imago, [1935] 1996.
KLEIN, M. Notas sobre alguns mecanismos esquizoides. In: Inveja e Gratidão. Rio de Janeiro: Imago, [1946] 2006.
KLEIN, M. Algumas conclusões teóricas relativas à vida emocional do bebê. In: Inveja e Gratidão. Rio de Janeiro: Imago, [1952] 2006.
MENDOZA ESPINOSA, Y. D. A gravidez da analista: criação e destruição de um espaço para sonhar. In: Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre. Porto Alegre SPPA. v. 18, n. 3, p. 549-563, 2011.
OGDEN, T. H. Sobre a escrita psicanalítica. In: Esta arte da psicanálise: sonhando sonhos não sonhados e gritos interrompidos. Trad. Daniel Bueno. Porto Alegre: Artmed, [2005] 2010.
ROMANO DE GODOY, M. B. Da normopatia à perversão: clausuras do self. In: O Pensar hoje: ataques ao pensamento na atualidade e a partir das contribuições de Klein e Bion. Organizado por Ana Karina Fachini Araujo, Suzana Alves Viana e Talita Cristina Somensi Dias. São Paulo: Blucher, 2022.
STEINER, J. Una teoría de los refugios psíquicos. In: Refugios Psíquicos: Organizaciones patológicas en pacientes psicóticos, neuróticos y fronterizos. Editorial Biblioteca Nueva, S. L., Madrid, 1997.
TANIS, B. A escrita, o relato clínico e suas implicações éticas na cultura informatizada. In: Revista Brasileira de Psicanálise. v.49, n.1, p.179-192, 2015. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2015000100012. Acesso em: 26 de setembro de 2026.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Adriana de Mello e Oliveira Nunes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam seu trabalho, mesmo comercialmente, devendo informar a publicação inicial nesta revista.



