Construir-se um passado
DOI:
https://doi.org/10.56073/bfp.v34i1.525Palavras-chave:
Capital fantasístico, emoção, reserva de memória, Eu, adolescência, temporalidadeResumo
Neste artigo, a autora analisa as condições que permitem que a entrada na adolescência ande de par com o acesso a uma ordem temporal que preserva o sujeito dessa confusão dos tempos própria da psicose. Isso só é possível se, no próprio curso de sua infância, o Eu puder constituir esse fundo de memória, no qual se preservarão certos elementos, momentos e demarcações de sua própria história libidinal. Contudo, a esse fundo de memória, deverá corresponder esse capital fantasístico, do qual o Eu deve poder dispor livremente, cada vez que isso se revelar necessário, para que seu memorizado permaneça dotado desse poder emocional, sem o qual todo novo encontro seria despojado do poder de gozo e de sofrimento.
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