Espelho, espelho meu, será que neste corpo estou Eu?

Autores

  • Maria Cetina P. S. Anhaia Mello Instituto Sedes Sapientiae; Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Palavras-chave:

adolescência, corpo, corporeidade, relação mente-corpo, pulsão, representação

Resumo

Relato neste trabalho a experiência vivida na análise de uma adolescente, evidenciando questões que envolvem as transformações corporais. Descrevo o processo analítico desde a formação de um vínculo comigo até o estabelecimento de uma ideia de mundo interno, de uma subjetividade e de uma intersubjetividade. No decorrer desse trabalho analítico, Paula vai caminhar de vivências corporais sem representação até poder se ocupar de processos de pensamento e de situações internas conflitivas. Na relação emocional que se estabeleceu, o intrapsíquico adquiriu cada vez mais importância. Minha ideia é destacar como Paula foi passando do corpo como vivência concreta para uma possibilidade de representação mental e de simbolização. Refiro-me inicialmente a uma conceituação de corpo na filosofia, sob o ponto de vista de Espinosa e Descartes, para em seguida propor uma hipótese do somático como elemento fundamental na origem da mente. Seleciono este tema do corpo por considerá-lo bastante atual e presente em inúmeros atendimentos clínicos contemporâneos.

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Biografia do Autor

Maria Cetina P. S. Anhaia Mello, Instituto Sedes Sapientiae; Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Psicanalista, membro do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, membro do SBPSP.

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Publicado

2007-10-17

Como Citar

MELLO, Maria Cetina P. S. Anhaia. Espelho, espelho meu, será que neste corpo estou Eu?. Boletim Formação em Psicanálise, São Paulo, v. 15, n. 1, p. 25–37, 2007. Disponível em: https://revistaboletim.emnuvens.com.br/revista/article/view/370. Acesso em: 1 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos