O sintoma no laço social contemporâneo

Autores

  • Maria Rita Kehl Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Palavras-chave:

sintoma social, sujeito contemporâneo, formações sociais, mulher, imperativo do gozo

Resumo

Este artigo discute a natureza do sintoma social contemporâneo. Começo indagando de que modo se pode qualificar o sintoma como social e, nesse ponto, sugiro que cada sociedade responde sintomaticamente ao que falha quanto ao modo predominante de organização do laço social. No século XIX, a psicanálise foi inventada a partir das manifestações emergentes da histeria, que denunciavam o mal-estar produzido por uma sociedade organizada, predominantemente, nos termos da neurose obsessiva. Hoje a histeria continua a existir na clínica do indivíduo, mas suas manifestações são invisíveis em uma sociedade cuja norma é basicamente histérica. Proponho considerar a depressão e a delinquência como as principais manifestações do mal-estar contemporâneo, sintomáticas da impossibilidade dos sujeitos responderem, sem conflitos, à convocação histérica que a sociedade do consumismo e do espetáculo lhes dirige.

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Biografia do Autor

Maria Rita Kehl, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Psicanalista, escritora, Doutora em Psicanálise pela área de Psicologia Clínica da PUC‑SP. Autora de diversos livros, entre eles Sobre a Ética e a Psicanálise (São Paulo: Companhia das Letras, 2002).

Referências

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Publicado

2001-10-17

Como Citar

KEHL, Maria Rita. O sintoma no laço social contemporâneo. Boletim Formação em Psicanálise, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 65–80, 2001. Disponível em: https://revistaboletim.emnuvens.com.br/revista/article/view/330. Acesso em: 23 abr. 2026.

Edição

Seção

Artigos