O sintoma no laço social contemporâneo
Palavras-chave:
sintoma social, sujeito contemporâneo, formações sociais, mulher, imperativo do gozoResumo
Este artigo discute a natureza do sintoma social contemporâneo. Começo indagando de que modo se pode qualificar o sintoma como social e, nesse ponto, sugiro que cada sociedade responde sintomaticamente ao que falha quanto ao modo predominante de organização do laço social. No século XIX, a psicanálise foi inventada a partir das manifestações emergentes da histeria, que denunciavam o mal-estar produzido por uma sociedade organizada, predominantemente, nos termos da neurose obsessiva. Hoje a histeria continua a existir na clínica do indivíduo, mas suas manifestações são invisíveis em uma sociedade cuja norma é basicamente histérica. Proponho considerar a depressão e a delinquência como as principais manifestações do mal-estar contemporâneo, sintomáticas da impossibilidade dos sujeitos responderem, sem conflitos, à convocação histérica que a sociedade do consumismo e do espetáculo lhes dirige.
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Referências
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