Mais aquém da regularidade
Palavras-chave:
histeria, feminilidade, fase fálica, representação, apresentação pulsional, excesso pulsional, sintoma, descarga energéticaResumo
Este artigo é o início de uma pesquisa sobre a feminilidade e a histeria além (ou aquém) do referencial organizado do registro fálico. Parte de um histórico sobre a histeria, a feminilidade e a mulher, tomando o conceito de feminilidade como concernente às primeiras relações do bebê com a mãe, descentrando, assim, da diferença de gêneros. Considera a histeria como uma forma de o indivíduo proteger-se da feminilidade, adotando compulsivamente os valores fálicos da cultura, afastando o sujeito de sua receptividade e, sobretudo, de sua singularidade. Segue Freud, Ferenczi e Balint na leitura dos sintomas histéricos, compreendendo-os como apresentação da pulsão, mais do que representação pulsional, desfocando a leitura da histeria do Complexo de Édipo e da fase fálica. Discute também a necessidade de o analista manter-se no terreno seguro da falicidade, ponto nodal do inanalisável da histeria, pois não permite ultrapassar o terreno do já representado.
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