Sobre o alcance da intervenção analítica

Autores

  • José Carlos Garcia Instituto Sedes Sapientiae

Palavras-chave:

Processo primário, processo secundário, pulsão, representação, reprimido e símbolo

Resumo

Este trabalho apresenta um breve levantamento da utilização do conceito de símbolo na obra de Freud para, a partir daí, refletirmos sobre suas implicações na prática clínica. Seguindo esse propósito, busco assinalar que, na verdade, a experiência clínica de todo analista o expõe a um campo de não-simbolização — o campo pulsional. Nesse sentido, estaríamos tratando de situações que ultrapassam a esfera do já representado no aparelho psíquico, de modo a alcançarmos as fronteiras de uma clínica situada para além da representação. Proponho que esse ponto de vista nos obriga a considerar um contexto transferencial no qual o analista não compareceria apenas como objeto de desejo, mas deveria ser compreendido também como objeto atual da pulsão. Sendo assim, torna-se necessário repensar uma série de questões relativas à técnica, as quais precisariam ser adequadas às condições aqui esboçadas.

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Biografia do Autor

José Carlos Garcia, Instituto Sedes Sapientiae

Psicanalista e professor do Departamento de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.

Referências

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Publicado

1999-10-17

Como Citar

GARCIA, José Carlos. Sobre o alcance da intervenção analítica. Boletim Formação em Psicanálise, São Paulo, v. 8, n. 2, p. 83–94, 1999. Disponível em: https://revistaboletim.emnuvens.com.br/revista/article/view/312. Acesso em: 2 out. 2026.

Edição

Seção

Artigos