Sobre o alcance da intervenção analítica
Palavras-chave:
Processo primário, processo secundário, pulsão, representação, reprimido e símboloResumo
Este trabalho apresenta um breve levantamento da utilização do conceito de símbolo na obra de Freud para, a partir daí, refletirmos sobre suas implicações na prática clínica. Seguindo esse propósito, busco assinalar que, na verdade, a experiência clínica de todo analista o expõe a um campo de não-simbolização — o campo pulsional. Nesse sentido, estaríamos tratando de situações que ultrapassam a esfera do já representado no aparelho psíquico, de modo a alcançarmos as fronteiras de uma clínica situada para além da representação. Proponho que esse ponto de vista nos obriga a considerar um contexto transferencial no qual o analista não compareceria apenas como objeto de desejo, mas deveria ser compreendido também como objeto atual da pulsão. Sendo assim, torna-se necessário repensar uma série de questões relativas à técnica, as quais precisariam ser adequadas às condições aqui esboçadas.
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Referências
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