Simbolizações de transição
Uma clínica aberta ao real
Palavras-chave:
Clínica com crianças e adultos, Constituição psíquica, Signos de percepção, Recalque OriginárioResumo
Neste artigo a autora discute as intervenções analíticas levando em consideração que o aparelho psíquico está sempre aberto ao ingresso da realidade exterior. Resgatando o conceito freudiano de signos de percepção, propõe que as formações representacionais que emergem nas sessões não são sempre da ordem do reprimido, pois correspondem a diferentes modos de processamento psíquico os quais denominou de caráter arcaico e de originário. No trabalho analítico, antes de oferecer uma interpretação, é necessário que o analista fique atento ao surgimento de restos do real vivenciado que atravessam o psiquismo, sem terem sido fixados e processados, para que possa ajudar a significá-los e a relacioná-los ao objeto originário. A autora denomina "simbolizações de transição" à essas intervenções que propiciam autotransplantes, nos quais o analista inclui a perspectiva teórica, mas a entretece com os restos vivenciais e excitantes das representações que emergem.
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